Bom, isso anda meio parado, então vamos andar com isso!
estou aqui pra desejar à todo um feliz natal e um ÓTIMO ano novo!
e aqui a minha contribuição para o blog, como todos já imaginavam meu conto de natal de 2007!
espero que vocês gostem!
A neve cai no natal em alguns paises, em outros não, ao contrário faz o maior sol.
Aquela véspera de natal estava sendo como outra qualquer para todos do pequeno vilarejo no Canadá, a neve caia, as lareiras estavam acesas, os perus sendo assados, as casas decoradas e o clássico cheiro de pinho no ar.
Os natais anteriores de Marcel haviam sido coloridos, e cheios de presentes e comidas gostosas, mas algo faltava, aquele calor que o natal de Jack tinha, a familia e os amigos, todos ali, apesar da mesa não ser tão farta e da árvore não estar toda coberta de presentes.
Os dois eram amigos de infancia, agora estavam com dezessete anos cada um, Marcel então aquele ano, decidiu-se por se convidar à passar o natal com a familia de Jack, o garoto não tinha como dizer não, mas já deixou o amigo avisado de que seria algo bem simples, Marcel não ligou, e concordou.
Já eram sete da noite quando Marcel bateu à porta da casa de Jack, sua mãe abriu com um sorriso de bochecha-a-bochecha.
-Boa noite Marcel meu querido! - cumprimentou a senhora, que já tinha uma certa idade.
-Boa noite dona Angela!
-Entre querido, Jack já vai descer ele está terminando de se aprontar lá em cima, fique à vontade! Tio Lou, faça companhia ao amigo de Jack!
Marcel já ouvira falar de Tio Lou antes, ele era o tio-avô de Jack, um homem de já muita idade que havia participado da segunda guerra mundial. O homem parecial meio surreal para Marcel ali ao vivo, ele lembrava um papai-noel um pouco mais gordo do que o normal.
-Venha garoto! Sente-se aqui ao meu lado! Pegue um biscoito! Quer um refresco?!
-Ah, obrigado senhor, estou bem.
-Não me chame de Senhor, me chame de Lou!
-Ah desculpe, Lou.
-Sabe garoto, quando eu tinha a sua idade...
-Tio! Pode parar! Aposto que o Marcel não está muito interessado nas suas histórias!
Era Jack que aparecera atrás de Marcel naquele momento.
-Pois eu aposto que está! Não está Marcel?!
-Eu não me importo de ouvir algumas histórias, Jack.
-Viu Menino?! Ele não se importa!
-Ai Deus!, reclamou Jack.
-Vamos jantar crianças! - chamou dona Angela, animada da cozinha.
-Vamos!, disse Jack puxando Marcel frenéticamente, e o arrastando para um assento bem longe de Tio Lou.
A mesa era bem simples, e cheia de pessoas, no cardápio estava um peru para toda a familia, Dona Angela, os dois irmãos mais novos de Jack e o Tio Lou.
-Bom, vamos fazer graças pessoal, dizia dona Angela juntando as mãos prestes à agradecer, Marcel oservava como todos se concentravam, ele percebia que na árvore de natal não havia mais do que um presente para cada um, os olhos de Marcel se encheram de lágrimas conforme as palavras saiam da boca de Dona Angela, ele pensava consigo mesmo, “essas pessoas são felizes, com o pouco que tem”, os pensamentos passavam cada vez mais rápidos pela sua mente, como ele nunca havia sentido todo aquele amor, e aquele calor, todo aquele sentimento em uma só mesa, o mundo parecia ter parado, ali, parecia que não ia voltar a girar mais, para Marcel, o natal era baseado em presentes, comida, músicas e velhas histórias de milagres natalinos, mas ali ele estava vendo o verdadeiro milagre, diante de seus olhos, o verdadeiro natal estava ali na menor e mais simples casa do vilarejo, a casa que todos os anos não tinha enfeites e luzes cobrindo toda a faixada, ali estava, diante de seus olhos, o amor, a alegria, a verdade, a pureza, e a esperança de que o próximo natal pudesse ser melhor do que aquele, não melhor com mais presentes, mas que nada mudasse, que tudo permanecesse do jeito que era, amor, paz, saúde e esperança.
“De que adianta um natal cheio de presentes e boa comida se o verdadeiro espirito do natal não existe?”
Naquele ano, o papai noel voltou às suas roupas originais, azul turquesa, como o céu da melhor noite de natal da vida de Marcel.
Diego Blanco
18 de Dezembro de 2007