quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

E lá vo eu outra vez... mas dessa vez é um pedaço de um texto meu, ou melhor, da minha Catarina.

Catarina, menina, mulher, dançarina, frentista, malabarista, cientista.
Casada separada, esclarecida, confusa, alienada, estudada, moderninha.
...
Catarina sabia que existem caminhos de duas mãos, os pela contra mão, desvios de avenidas. Sabia que poderia nunca se achar e se atrapalhar. Sabia que tudo podia ser perdição, mas cada passo era como uma explosão de quereres. Onde por mais quieta que estivesse o palpitar não pararia. Era como o profetizado silêncio do olhar, o corpo fica imóvel mas se pode sentir intensamente cada célula do corpo, como se todas elas estivessem a explodir ao mesmo tempo sem a menor alteração.

Ana S.

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